quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

História do Volei Masculino


Apesar de sua crescente popularidade em todo o mundo, o volei só passou a ser considerado modalidade olímpica a partir de 1962. Cinco anos antes, o Comitê Olímpico Internacional (COI) já havia dado os primeiros sinais para a aceitação do novo esporte. Mas foi durante o Congresso de Sófia, na Bulgária, que a entidade finalmente oficializou sua admissão na Olimpíada.Entre os jogos de Seul/88 e a Olímpíada de Barcelona/92, o voleibol do Brasil atravessou a maior revolução de sua história. Nas categorias de base, campeãs em inúmeros torneios internacionais, inclusive um Mundial Juvenil, emergiram novos valores capazes de empurrar os mais veteranos à aposentadoria. A primeira comprovação do acerto do rejuvenescimento proposto por Carlos Arthur Nuzman, o presidente da CBV, aconteceu nos Pan-Americanos de Havana, Cuba, em 1991. O Brasil só conquistou a medalha de prata. Perdeu as decisões, respectivamente por 0x3 e 1x3. Perdeu apenas, todavia, para dois grandes times anfitriões.Na fase de qualificação, arrasou os EUA, campeões em Seul, por 3x0. Com o estímulo do Pan, o Brasil desenhou em Barcelona um percurso de raro brilhantismo. Foi um salto. Com vara, diga-se, de tão alto. Sob a liderança de um treinador carismático e estudioso, José Roberto Guimarães, o volei masculino arrebatou o ouro na Espanha. Nas oito pelejas que disputou, o masculino cedeu meramente dois sets e, com a exceção da semifinal diante dos EUA. Relembre os placares: 3x0 na Coréia do Sul, 3x0 na Holanda, 3x1 na Comunidade dos Estados Independentes, 3x1 em Cuba, 3x0 na Argélia.Campeão invicto da sua chave, nas quartas-de-final o Brasil ultrapassou o Japão por 3x0. Nas semis, único susto, entregou o set inicial aos EUA, mas virou o placar, 3x1. Então, numa performance impecável, numa atuação irresistível, praticamente perfeita, esmagou a Holanda, 3x0. Paralelamente aos resultados numéricos, o Brasil apresentou um estilo inédito no mundo, baseado na impressionante versatilidade dos seus jogadores e na velocidade imarcável dos levantamentos de Maurício para as cortadas de Tande, Giovane, Negrão, Paulão ou Carlão. Sensacional. Eis a delegação masculina presente aos Jogos de Barcelona/92...Marcelo Teles Negrão (atacante), Jorge Édson de Souza Brito (meio), Giovane Farinazzo Gávio (ponta), Paulo André Jukoski da Silva (meio), Maurício Camargo Lima (levantador), Janelson Santos Carvalho (ponta), Douglas Chiarotti (meio), Antônio Carlos Aguiar Gouveia (ponta), Talmo Curto de Oliveira (levantador), André Felippe Ferreira Falbo (ponta), Alexandre Ramos Samuel (ponta), Amauri Ribeiro (meio), José Roberto Lages Guimarães (técnico), Marcos Miranda (assitente técnico), Júlio César de Noronha e Santos (preparador físico), José Mathias de Lima (Fisioterapeuta), Sami Mehlinski (chefe da delegação), Carlos Eduardo Bizzocchi (assistente técnico).Em 1994, no entanto, os chamados "menino de ouro do Brasil" não repetiram a performance dos dois anos anteriores. Depois de um início arrasador na Liga Mundial, o time teve uma inexplicável queda de rítmo na fase final da competição, perdeu um bicampeonato tido como certo e ficou apenas com a terceira colocação. No Mundial da Grécia, o time brasileiro novamente não esteve bem e terminou em quinto lugar. No ano seguinte, o grupo comandado pelo técnico José Roberto Guimarães se recuperou e ficou com o segundo lugar da Liga Mundial. A final foi contra a Itália, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, placar de 3x2 para os italianos. No Sul-Americano, em Porto Alegre, a confirmação da supremacia do voleibol brasileiro no continente: vitória de 3x1 sobre a Argentina. Na Copa do Mundo, em novembro, no Japão, uma das competições mais difíceis do esporte, a Seleção brasileira não decepcionou a sua torcida e, com a terceira colocação, garantiu uma das três vagas para os jogos Olímpicos de Atlanta. Mas o ano de 1996 não foi bom para a equipe brasileira, que não conseguiu passar da quinta colocação - primeiro na Liga Mundial, em Junho, e em seguida nos Jogos Olímpicos um mês depois.

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